quinta-feira, 1 de julho de 2010

La Máfia SoundPro


No próximo domingo, 04/07, acontecerá a estréia do mais novo trio de dj´s da cidade: o La Máfia SoundPro. Composto pelos disc jockeys Caio Jonnes, Bruno Bueno e por este que vos escreve, o La Máfia pretende tornar-se (visto que a apresentação será a primeira com essa formação) especialista em 'ambientações sonoras' ao estilo animado; usufruindo, para tal, de uma miscelânea musical composta - primordialmente - por muito funk/soul/blues/rock/proto-punk/hard/prog-moderado e algumas de suas derivações modernas; em suma. E muito mais.

É uma investida que promete e que vale a pena ser conferida, sempre que possível. Domingo próximo é possível. Ainda mais sendo que outros dois grandes acontecimentos ‘dar-se-ão’ no mesmo dia. O La Máfia SoundPro dividirá a responsabilidade pelo embalo musical com a banda More Beer, que, apesar de executar covers de bandas incríveis, faz isso de uma maneira muito peculiar. Escolhem grupos astutos e não muito difundidos e as músicas executadas são escolhidas com categoria. Basta vê-los para confirmar essa minha afirmação. Eles realmente mandam muito bem.

Além dessa honra, dia quatro de julho será também o dia de comemorar a independência dos Estados Unidos o aniversário da nossa querida amiga Renata, vulga @rebatata, que é a responsável pela realização dessa grande festa. Afinal, uma trinca de décadas deve ser comemorada com estilo. Portanto, nada melhor que um movimento desses lá no Stonehenge Rock Bar, a partir das 15h.

É isso. Atenção. Mais informações no flyer acima. Compareçam!

sábado, 19 de junho de 2010

O poeta do romance (ou de quando se fez nova escrita)

Certos olhos vêem aquilo que não é palavra
Laçam de pronto o instante, a melodia do acaso

Roçam e não se cansam de roçar o agora


Certos olhos podem ver além do olho
Ultrapassam a barreira do físico

Atravessam a íris feito lança


Certos olhos compõem

Ditam versos para as mãos
Na esperança de serem transcritos exatamente


Certos olhos lambem o horizonte

Acariciam as cores pela palavra
E fazem troça de que não existe nada além


Certos olhos se arremessam na amplidão
Rodopiam em sua própria órbita

Avançam de ímpeto


E de algo fica aquilo:

Certos olhos não podem ser fechados


* 1922 - 2010 ...
José Saramago

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sobre personagens e nós mesmos

O que se segue logo abaixo não se trata de uma resenha. É nada do tudo contido no conteúdo inteiro.


Ao terminar de ler Juliet, Nua e Crua (2009), último lançamento de Nick Horby - excelente autor inglês já mencionado aqui, inclusive, e que chegou ao Brasil este ano - tive uma sensação diferente, tamanha a minha identificação com as personagens da obra. Sei que é mais do que normal fazermos esse tipo de associação íntima ao ler um livro, mas nesse caso as três figuras principais da trama me revelaram certa proximidade; todos juntos e da mesma forma. E como é bom quando isso acontece. É uma espécie de plus literário, um bônus.

Trata-se de pessoas comuns de meia idade que acreditam já ter vivido mais da metade do que tinham para viver e desperdiçaram boa parte desse tempo. Duncan, Annie e Tucker Crowe. Não são grandes exemplos, mas quem é? São exemplares comuns e contemporâneos do mundo em que vivemos. São amargos, rudes e nada pudicos. Mas são incrivelmente cativantes. Divertem e incitam reflexões que, ao menos no meu caso - após a digestão, me foram muito úteis. Enxerguei-me na pele daqueles que não se sentem capacitados de mudar o curso monótono da vida que levam, seja por já estarem acostumados a esse modo de viver ou por medo de as mudanças darem errado. Ou, ainda, por não terem o que fazer. Não importa.

Sentado na areia, me pus a pensar sobre personagens, pessoas e suas múltiplas faces. Antes, quando ainda transitava pelas estradas do recorte leste do litoral fluminense, já tinha chegado à conclusão de que gosto mais daquelas pessoas que não precisam de tudo 100% para se sentirem bem e vivas. Não se trata de conformar-se com uma vida mais ou menos e defenestrar esforços engrandecedores; longe disso. Mas o lance é fazer o melhor com aquilo que se tem e aceitar que a vida não passa de um simples romance cheio de clichês. Por hora dramático ou cômico. Noutras vezes mudo ou horrendo. Quase sempre tragicômico e melodramático. Grave e agudo.

Para falar mais um pouco do livro, mesmo que isso aqui não pretenda ser uma resenha, há de se salutar a incrível habilidade de Hornby em construir narrações perfeitas, amarradas e que retém totalmente a atenção, mesmo numa obra que parece ter sido dividida em duas partes: Duncan/Annie e Annie/Crowe; cada uma com um viés e uma pegada distinta. Incrível! Obviamente, como é característico do autor, a música e a proximidade para com o leitor são traços marcantes também nesse escrito.

Nick Horby se destaca por retratar o tempo corrente magnificamente. A cadência particular e a construção polivalente de períodos agregam valores. Continuo preferindo o Alta Fidelidade (1995), mas que belo livro é o Juliet, Nua e Crua: uma trama bem montada, com elementos que atraem e prendem a atenção e que levam a pensar os atos de cada personagem por menores que sejam, fazendo com que nos fixemos na história e entendamos os anseios de suas personagens, muitas vezes semelhantes aos nossos.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Rio das Ostras Blues & Jazz Festival


Fui para o festival. Volto daqui há alguns dias com a cobertura praticamente nula e desqualificada do evento. Para quem fica, não se preocupe. O sofrimento de ontem e hoje há de descansar na felicidade de amanhã. Tem vídeos das principais atrações do festival em destaque ali ao lado direito da tela. Bom feriado! Divirtam-se sem moderação.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Cultura em pauta e em risco

Hoje, a partir das 19h nos jardins internos do Palácio das Artes, acontecerá uma manifestação pública, ampla e irrestrita para pressionar e reverter os acontecimentos recentes que penalizam importantes projetos culturais em desenvolvimento no Estado, como o Programa Música Minas e os novos Pontos de Cultura aprovados em edital público ano passado. Somente esses dois projetos significam um prejuízo de 20 milhões para o setor.

Todos os envolvidos repudiam o posicionamento da Secretaria de Estado de Cultura ao acatar uma interpretação equivocada da Lei Eleitoral e descontinuar ações fundamentais para o desenvolvimento social e cultural do Estado. Reivindicam a continuidade dos projetos, uma vez que eles não apresentam quaisquer possibilidades de interferência no pleito eleitoral, como reza a Lei em questão. Reivindicam também a estruturação de uma política de Estado para o setor cultural, com a devida formalização dos atuais programas específicos de cada setor, como o Cena Minas, o Filme em Minas e o Música Minas com dotação orçamentária própria.

É realmente frustrante esse cenário no qual verbas destinadas a programas culturais estão emperradas por conta de restrições do TSE e entraves burocráticos locais. A iniciativa de promover uma reunião organizada é excelente, na medida em que se trata de um quadro grave e com inúmeros imbróglios dos quais nascem mais problemas ainda e que nós nem sonhamos em saber de tudo. Uma vergonha, sem tirar e nem por mais nada.

Bom seria se aqui fosse como em Rio das Ostras, donde a Prefeitura, desde 2003, criou e oficializou o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival no calendário oficial de eventos da cidade. Bons exemplos não são apenas para serem admirados!

Portanto, a quem interessar possa:

Onde: Jardins Internos do Palácio das Artes
Quando: Segunda-feira dia 31 de maio a partir das 19h
Fórum da Música de Minas
Entidades do Setor Mineiro do Audiovisual
Fórum Nova Cena
MTG - Movimento de Teatro de Grupo
Fórum Mineiro de Fotografia Autoral
Pontos de Cultura

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dá série: "Nerds também são bacanas"(ou "Vídeos Legais são sempre bem vindos")

Eu, que sou uma espécie de retronerd mutante old school, gosto muito de 'nerdice'. O tempo das antigas era mais true, mas a tecnologia avançada dos dias de hoje até que dá as suas tacadas. Nesse vídeo, o sujeito executa a música Cracklin Rosie, do Neil Diamond, com um apetrecho bem engenhoso, formado por dispositivos móveis: dois Androids, dois Windows Mobile e um iPod Touch. E isso é uma boa quantidade de 'nerdice' e tempo hábil. Ficou legal!



(via @rebatata)